Posicionamento

Continuando com o assunto Marketing Estratégico, abordaremos agora o conceito de Posicionamento.

Posicionamento é uma terminologia que define uma estratégia de Marketing proposta por Al Ries e Jack Trout que consiste em conquistar uma espaço único “na mente do consumidor“.

Se você, como empresa, conseguir se posicionar, na mente do consumidor, como um vencedor, você ganha; se não, perde tudo.
Raimar Richers

Consiste no esforço feito pela empresa para fazer com que a imagem do produto ou marca ocupe uma posição competitiva significativa e distinta nas mentes do público-alvo.

É a imagem que se projeta na mente do consumidor, quando este pensa em determinada marca ou produto.

Após selecionar/escolher a posição que sua marca quer ocupar na mente de seu mercado consumidor, a empresa declara isso de alguma maneira para o mercado.
A Declaração Posicionamento pode complementar a Missão ou a Visão da empresa. Porém, o mais comum, é a adoção de um slogan que resuma o posicionamento adotado.

Exemplos:

  • “A número 1″ (Bhrama)
  • “A cerveja que desce redondo” (Skol)
  • “As legítimas” (Havaianas)
  • “O maior portal do Brasil” (UOL)

Segmentação vs. Posicionamento

Enquanto que a Segmentação procura encontrar um espaço no mercado que possa ser explorado com vantagem comercial, o Posicionamento é a operacionalização da segmentação. É a conquista de espaço na mente do consumidor.

A idéia central destes conceitos é que uma empresa deve se colocar no mercado de forma a evitar a concorrência. Deve encontrar um espaço no mercado em que somente o seu produto pareça adequado ou, pelo menos, superior aos similares.

Reposicionamento

Em geral, o posicionamento é uma estratégia de longo prazo e raramente deve ser alterado. Contudo, algumas situações fazem com que seja necessário buscar novos espaços:

  • Saturação: Quando a posição ocupada atualmente pela empresa possui diversos competidores similares e pouco espaço para sua atuação.
  • Busca de mais vantagens: Quando a empresa descobre uma nova posição que pode lhe render mais vantagens mercadológicas.

Nestes casos a empresa precisa de um amplo trabalho de Comunicação e de Marketing para conquistar seu novo espaço sem prejuízos à sua imagem atual.

Posicionamento com base na percepção valores

Posicionamento geralmente é entendido como um “lugar” no mercado, em que haja o mínimo de interferência possível da atuação de outras marcas do mesmo gênero.

Contudo, este “lugar” não é geográfico. Ele é determinado pela maneira como o consumidor percebe e entende o produto.

O consumidor não consegue (e talvez nem queira) avaliar produto por produto, analisando sua qualidade, a forma como são feitos, sua matéria prima etc. Então ele simplifica este processo, optando por uma escala imaginária.

Assim, uma das formas mais simples de se descobrir ou avaliar o posicionamento atual de uma marca é por meio de uma escala de valores.

Para isso deve-se determinar dois pares de valores contraditórios que serão utilizados na composição de um gráfico.

Exemplo:

Uma cerveja, por exemplo, pode ser percebida segundo duas escalas:
1ª Do leve ao pesado
2ª Do amargo ao adocicado

Cada marca deve buscar uma combinação exclusiva desses valores de tal forma que quando o consumidor pensar em uma cerveja com um determinado aspecto, terá um número menor de opções de escolha.

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Segmentação

Dando continuidade em nossa base teórica no eixo Marketing, é hora de abordarmos o Marketing Estratégico, ou Estratégias avançadas de Marketing, onde abordaremos os conceitos de Segmentação, neste post, e Posicionamento, no próximo.

Segmentação

É uma estratégia utilizada pelo Marketing para que uma empresa, marca ou produto consiga mais resultados em sua atuação.

Consiste em dividir o mercado em vários subgrupos de consumidores, chamados nichos, ou segmentos.

Cada nicho ou segmento possui características ou interesses similares, ou seja, de alguma maneira seus indivíduos podem ser agrupados.

O objetivo básico da segmentação é concentrar esforços de marketing em determinados alvos, que a empresa entende como favoráveis para serem explorados comercialmente, em decorrência de sua capacidade de satisfazer a demanda dos focos, de maneira mais adequada.

A segmentação de mercado é a concentração, consciente e planejada, de uma empresa em parcelas específicas de seu mercado. A empresa opta voluntariamente por concentrar todos os esforços de marketing em determinado segmentos de mercados, possivelmente abandonando outros. (Isac José Lopes)

O Marketing, então, seleciona o nicho ou segmento que melhor consegue atingir com seu produto e passa a considerá-lo como o seu principal mercado-alvo.

A empresa pode até optar por atender mais de um nicho ou segmento, mas precisará usar um Mix de Marketing distinto cada um deles.

A primeira vista parece um contrassenso abrir mão de um mercado amplo para concentrar seus esforços em apenas uma parte dele. Porém essa má impressão em relação à estratégia de segmentação é facilmente revertida a parir da reflexão abaixo:

É melhor cavar um único poço com 20 metros de profundidade do que cavar 20 poços com um metro de profundidade cada. O esforço é o mesmo, mas o resultado final é bem diferente.

Bases de Segmentação

Embora a dinâmica da sociedade e dos mercados possam produzir novos nichos e segmentos todos os dias, é possível enumerar alguns fatores que são capazes de gerá-los.

Base de Segmentação Critério Exemplo
Demográfica Sexo
Idade
Raça
Ocupação
Renda
Tamanho da família
Ciclo de vida
Homem, mulher
Crianças, jovens, adultos, terceira idade
Brancos, negros, orientais
Publicitários, médicos, dentistas, advogados
Classe A1, A2, B1, B2, C1, C2, D ou E
Uma, duas, três, quatro pessoas
Solteiro, casado, divorciado, viúvo
Geográfica Região
Densidade
Clima
Norte, nordeste, centro-oeste, sul, sudeste
Urbana, Suburbana, Rural
Quente, frio, chuvoso
Psicográfica Estilo de vida
Personalidade
Atitudes
Tradicional, sofisticado, popular, na moda
Cordial, agressivo, distante
Positivo, neutro, negativo
Comportamental Benefícios procurados
Percepção tecnológica
Envolvimento
Freqüência de uso
Lealdade/fidelidade
Conforto, segurança, prestígio, economia
Alheio, ciente, bem informado
Alto, moderado, baixo
Rara, média, intensa
Alta, neutra, baixa

A segmentação como estratégia de Marketing só se tornou possível quando os veículos de comunicação passaram a se segmentar.

A partir do momento em que cada nicho ou segmento possui um canal de comunicação próprio, as empresas e marcas podem utilizar este canal para enviar suas mensagens comerciais para estes grupos.

Vantagens da Segmentação

Segundo Raimar Richers as principais vantagens da opção pela segmentação são:

  • Domínio de tecnologia capaz de produzir bens preferidos por certas classes de compradores;
  • Maior proximidade ao consumidor final;
  • Possibilidade de oferecer bens e serviços a preços altamente competitivos;
  • Disponibilidade de pontos de venda adequados a seus produtos ou serviços;
  • Existência de veículos de publicidade que se dirijam direta e exclusivamente aos segmentos visados, etc.

Referências

RICHERS, Raimar. O que é Marketing. São Paulo: Brasiliense, 1981.

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Teoria das Contingências

Ênfase na Tecnologia e no Ambiente.

Finalizando a abordagem sobre a história das teorias da Administração de Empresas, chegamos ao pensamento mais moderno relacionado à condução dos negócios. Atualmente, mais do que se preparar internamente para o mercado, as empresas precisam olhar para o seu ambiente de atuação, que muda cada vez mais rapidamente.

A evolução tecnológica e a modernização das sociedades pode fazer com que um determinado negócio se torne inviável, caso seus gestores não percebam as mudanças e deixem de se preparar para eles.

Ou seja, nas teorias anteriores as empresas eram administradas de dentro para fora. Atualmente são administradas de fora para dentro.

Este tipo de pensamento tem origem em 1972 e prega que não existe uma única melhor maneira de organizar as empresas. Pelo contrário, as características estruturais das empresas dependem das características ambientais que as circundam.

O Marketing é um exemplo de administração baseada em contingências.

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Escola das Relações Humanas

Ênfase nas Pessoas.

Origem com Elton Mayo e Kurt Lewin em 1932. Representa uma disposição para democratizar e humanizar a administração de empresas. Para isso rompeu com os princípios da Teoria Clássica, substituindo-os por conceitos vindos da Sociologia Industrial:

  1. Organização informal
  2. Motivação e necessidades humanas básicas
  3. Dinâmica de grupo
  4. Comunicação
  5. Liderança
  6. Abordagem participativa
  7. Satisfação no trabalho
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Teoria Burocrática

Ênfase na Estrutura Organizacional.

Nasceu com o sociólogo Max Weber em 1909, mas levou algum tempo até chegar a sem empregada nas organizações. Não tem ligação com o significado pejorativo do uso popular da palavra burocracia, mas sim com a organização formal, com objetivo de racionalizar a atuação da empresa.

De acordo com Weber a burocracia ideal deve partir de sete princípios fundamentais:

1) Formalização: definir por escrito as atividades da organização

2) Divisão do trabalho: cada participante tem um cargo

3) Hierarquia: cada cargo mantém uma relação hierárquica com os demais

4) Impessoalidade: cargo e pessoa são duas coisas diferentes

5) Competência Técnica: a escolha da pessoa que ocupará um cargo deve obedecer requisitos técnicos e capacidade para tal tarefa

6) Separação entre propriedade e administração: os meios de produção não devem ser encarados como propriedades dos administradores ou donos da empresa

7) Profissionalização do funcionário: o funcionário deve compreender as demais proposições.

Muitos dispositivos gerenciais utilizados até atualmente pelas empresas tem suas raízes nestas teorias, como por exemplo, organogramas, fluxogramas, descrição de cargos etc.

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Teoria Clássica

Ênfase na Estrutura Organizacional.

É chamada de Teoria Clássica pois é a primeira a pensar na empresa como um todo, e não apenas na função produtiva.

Abordada inicialmente por Henri Fayol em 1916. Preocupava-se em conhecer as funções desempenhadas pela empresa e investigar os mecanismos ligados a cada uma destas funções:

1) Funções técnicas: relacionadas com a produção de bens ou de serviços da empresa.

2) Funções comerciais: relacionadas com a compra, venda e permutação da mercadorias produzidas.

3) Funções financeiras: relacionadas com a procura e gerência de capitais.

4) Funções de segurança: relacionadas com a proteção e preservação dos bens e das pessoas.

5) Funções contábeis: relacionadas com inventários, registros, balanços, custos e estatísticas.

6) Funções administrativas: relacionadas com a integração de cúpula das cinco funções. Coordenação e harmonização das demais funções, pairando acima delas.

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Escola da Administração Científica

Ênfase nas Tarefas.

Iniciada no começo do século XX (1903) por Frederick W. Taylor. Mais tarde Henry Ford aplicou as teorias de Taylor em sua empresa e aperfeiçoou alguns aspectos. Esta escola busca produtividade maior, voltando-se para a tecnologia de produção em massa. Para isso ressaltava cinco princípios fundamentais para a produção em massa:

  1. Padronização
  2. Intercâmbio do trabalho
  3. Movimento ordenado do produto através da fábrica numa série de operações planejadas em postos de trabalho específicos.
  4. Entrega mecânica das partes componentes aos postos de trabalho e transferência de montagens.
  5. Divisão das operações segundo os movimentos simples que as constituem.

O filme Tempos Modermos, com Charles Chaplin é um excelente retrato do pensamento da época sobre a administração de Empresas.

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Mitos e Verdades sobre o Mercado da Comunicação

Escrevi esse post há várias semanas e estava com receio de publicar. Mas depois de umas mensagens trocadas pelo Twitter resolvi publicar.

O mercado da Comunicação, em todas as suas possibilidades, nunca foi fácil. Talvez por isso seja fácil se desiludir com ele. Vários motivos parecem contribuir para isso, sendo que alguns são indiscutiveis mas outros precisam alguma reflexão.

Autônomos, empresas, fotografos, designers, webdesigners, ilustradores, programadores, publicitários, jornalistas, relações públicas. Em qualquer uma destas áreas é comum ouvir reclamações sobre a “imaturidade” do mercado quando o assunto é investimento em Comunicação. Estas são algumas das reclamações mais comuns:

Um produto difícil de vender

Isso é fato. Vender comunicação ou fazer da comunicação social um negócio é um pouco mais complicado do que, por exemplo, vender tomates na feira.

Quando se vende tomates não há dúvidas: se comprei do produtor por R$ 0,50 e quero ter 50% de lucro, devo vender por R$ 0,75 (isso sem contar os custos operacionais como taxas, impostos, salários etc.). Da mesma forma, para o cliente, trata-se de uma transação bastante óbvia: se estou comprando, devo pagar! Não há dúvidas em relação a isso.

Já no caso da Comunicação as coisas não são tão simples. Estamos falando de uma prestação de serviços, ou seja, um produto intangível, imaterial, não palpável. Como saber o quanto este produto custou? E mais… Teoricamente o comprador não está tirando nada de mim, então pelo que ele deve pagar? Trata-se de uma transação economicamente bem mais complexa que não envolve simplesmente a troca de propriedade de um bem, mas a projeção de um benefício que supostamente poderá ocorrer.

Então uma coisa é verdade: temos que gastar mais saliva. Precisamos de muito mais argumentos para conseguir “vender nosso tomate”. Porém, no meu ponto de vista, isso é muito mais estimulante do que desanimador.

Vendemos sonhos

Pelo fato de não vendermos um bem material, alguns acabam imaginando que vendemos uma ilusão. Isso é mito, não vendemos sonhos! Vendemos resultados ou pelo menos a possibilidade de que eles aconteçam. Quanto mais experiência temos, quanto mais formação e conhecimento adquirimos, mais segurança temos ao afirmar quais serão os resultados que nosso trabalho gerará. É por isso que empresas e profissionais com maior reconhecimento por parte do mercado tem mais facilidade para conseguir bons clientes.

Empresários são investidores e investimentos se avaliam pelos riscos. Se eu tenho um portfólio sólido e um histórico de bons resultados, ofereço menos risco e maior probabilidade de retorno sobre o investimento realizado. Caso contrário, me contratar seria o equivalente a assumir um grande risco de perder dinheiro.

Vendemos novidades

Essa é uma questão polêmica, mas mesmo assim é possível falar algo sobre ela. Todos os dias surgem novidades no mundo da comunicação e o primeiro impulso que costumamos ter é bombardear nossos clientes com essas novidades: invista nisso, invista naquilo… Novidade é sinônimo de risco. Quando agimos assim estamos oferecendo novos problemas e não soluções para os problemas já existentes.

Qual o sentido de insistir para que um cliente invista, por exemplo, em redes sociais sendo que ele ainda não tem muito bem definida suas políticas de relacionamento com o consumidor?

Pode ser que o empresário não faça ideia do que sejam redes sociais, mas conhece muito bem a importância de se abrir novos canais de relacionamento. Em geral as novidades que aparecem por ai se encaixam perfeitamente a uma estratégia de marketing já conhecida e explorada por muitas empresas e este deve ser o nosso atalho.

Os empresários não valorizam o setor

Talvez não seja bem assim. Se olharmos para todas as empresas existentes em uma determinada região e fizermos um levantamento quantitativo é claro que vamos obter um número bastante alto de empreendedores que acreditam que investimento em comunicação é desperdício. Porém existem cada vez mais empresas e empresários conscientes da importância de sua marca e é nesses que devemos focar.

A primeira vista pode parecer que poucos pensam assim e que todos os que atingiram esta maturidade já estão sendo atendidos por alguma empresa ou profissional da área e portanto não contribuem para o crescimento do mercado da comunicação. Pode ser, mas as empresas que já estão acostumadas a investir no setor não são a única opção.

Se um jovem que sonha em ser dentista pensar exclusivamente no interesse da população em buscar seus serviços, certamente desistirá da profissão antes mesmo de entrar para a faculdade. Não podemos nos dar o luxo de esquecer de que somos corresponsáveis pelo desenvolvimento do mercado e, se for o caso, devemos investir tempo e esforços para “educar” aqueles empresários que ainda não compreenderam a importância deste tipo de investimento.

Se não conseguir convencer a todos, em pouco tempo terá convencido um número suficiente para formar uma carteira interessante de clientes.

O mercado é muito prostituido

Isso é verdade, mas só pode ser considerado um problema se sua intenção é competir com os prostitutos.

É difícil não se indignar com anúncios de “profissionais” oferecendo serviços como a criação de sites ou criação de marcas por R$ 50, fazendo suas ofertas em sites de compra coletiva, para piorar. Contudo temos que ter muito claro o seguinte: quem faz isso está equivocado, ou seja, ele tem problemas, e não eu.

Em alguns casos pode parecer que a atitude dele está causando problemas para mim. Mas o abismo entre quem trabalha assim e quem trabalha com um pouco mais de consciência comercial é tão grande que nem dá para considerar que existe concorrência entre as duas partes. Imagine que você perdeu um cliente para alguém que irá atendê-lo por um investimento irrisório. É muito provável que você tenha perdido este cliente muito antes. Se ele acredita que com R$ 50 todos os seus problemas de Comunicação estarão resolvidos, é certo que ele faz parte daquela fatia de empresários que não compreende devidamente a importância da sua marca e que seus esforços para tentar convencê-lo do contrário não surtiram efeito. Neste caso, nem é uma perda tão significativa assim.

De outro ponto de vista, precisamos aprender a avaliar o nosso mercado e o nosso negócio com base em nosso modelo de operação, e não com base no modelo dos outros. Só se deve desistir de uma empresa ou de uma carreira quando se tem a certeza de que o modelo de negócio que você criou é economicamente inviável.

Então compare o seu modelo negócio com o modelo de negócios do mesmo nível. Se você é um profissional qualificado, com cursos na área e alguma experiência no mercado, não pode se comparar com um adolescente que mora com os pais e não tem despesas – aluguel, água, energia elétrica, telefone, internet, alimentação, educação, higiene, etc. Não seria uma comparação justa e não é uma comparação necessária.

Os dois oferecem produtos diferentes, mesmo que os dois façam a criação de marcas, por exemplo. No caso do profissional mais qualificado o risco do investimento se perder é muito menor.

Como é que esse cara consegue fazer por R$ 50

Na verdade não consegue, só que ele não descobriu isso ainda. Uma única pergunta é necessária para demonstrar isso: quantos jobs ele precisa fazer por mês para ter uma renda legal?

Isso sem considerar que “fazer” o job não é a mesma coisa que “receber” por ele, afinal quem não pode gastar mais do que R$ 50 na comunicação da sua marca representa um grande risco de não conseguir pagar nem isso. Vamos considerar também que esta pessoa não tem custo algum (o que me parece impossível). São cerca de 11 jobs por mês para chegar a um salário mínimo, o que equivale a menos de dois dias úteis por job. Ou seja, o cara não pode vacilar. Se demorar um pouco para entregar, nem um salário mínimo por mês ele fatura.

Então, se o seu negócio está sobrevivendo, mesmo que com dificuldade, não se preocupe, pois você está muito melhor do que esse cara. Acompanhe o trabalho dele e perceba que não vai durar. Ninguém faz isso por mais do que um ou dois meses.

Conclusão

É bom ter uma visão abrangente do mercado mas precisamos tomar cuidado ao olhar para todo mundo ao mesmo tempo. Isso pode nos deixar cegos para uma coisa muito importante: a nossa fatia deste mercado.

Entendo que parece uma visão “cor-de-rosa” desse completamente insensato mercado da Comunicação, mas no fim das contas a matemática é bem simples: quanto menos risco de perder dinheiro você representar, mais dinheiro vão confiar em deixar em suas mãos. Quanto mais retorno você conseguir gerar, mais empresários conscientes vão te procurar.

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Correntes e Escolas Teóricas da Administração

Nos posts anteriores desta categoria abordamos uma pequena introdução sobre Empreendedorismo, a caracterização da Comunicação Social como Negócio, as definições fundamentais de Administração e, por fim, os Tipos de Administração. Agora partiremos para uma abordagem sobre a história das Correntes e Escolas Teóricas da Administração de Empresas.

Para começar precisamos fazer uma análise mais global da evolução histórica destas teorias, lembrando que a ideia de explicar cientificamente a administração de negócios somente faz sentido a partir do século XX, quando a economia de mercado se estabeleceu nos Estados Unidos e a a concorrência se acirrou em diversas parte do mundo.

Assim, desde o início do século XX pensadores, sociólogos, filósofos e outros passaram a se interessar pela condução das empresas e a desenvolver teorias sobre esse assunto. Cronologicamente este processo percorreu cinco variáveis teóricas básicas. São elas: 1) TAREFAS, 2) ESTRUTURA, 3) PESSOAS, 4) TECNOLOGIA e o 5) AMBIENTE.

Nas primeiras teorias, a preocupação foi com a otimização das tarefas, passando logo em seguida para reflexões sobre qual seria a melhor maneira de se estruturar uma empresa. Já em meados do século XX houve uma pequena mudança de foco e as teorias passaram a se dedicar no papel das pessoas que fazem a organização e, mais atualmente, em seu ambiente de atuação, que é amplamente influenciado pela tecnologia.

Nas próximas semanas pecorreremos o pensamento de vários pensadores e de vários momentos históricos decisivos para o desenvolvimento da ciência das empresas.

Bibliografia

CHIAVENATO, Idalberto. Administração de Empresas: uma abordagem gerencial. São Paulo: McGran Hill, 1982

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Ambiente de Marketing: variáveis microambientais

O Microambiente de Marketing é onde podemos encontrar as chamadas Variáveis Controláveis, que são forças competitivas sobre as quais a empresa mantém um controle direto, ou seja, são variáveis que dependem diretamente de sua competência e da qualidade da sua ação.

É composto por forças que exercem influências mais próximas à atuação das empresas e afetam diretamente sua capacidade de entender e atender seus clientes. As forças que interagem no Microambiente geram os pontos fortes e pontos fracos de uma empresa, marca ou produto em relação a sua atuação no mercado.

São consideradas controláveis por fazem parte do ambiente interno de uma organização e dependem diretamente de sua competência e na qualidade de sua atuação.

A) Composto de Marketing ou Marketing Mix

São todas as forças ligadas ao relacionamento da empresa com o mercado em suas diversas interfaces.

A atuação da empresa no mercado é composta de ações e estratégias relacionadas a: Produto, Preço, Ponto de Distribuição e Promoção.

Se a empresa administra bem seu Composto de Marketing, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

B) A empresa e seus departamentos

A forma como a empresa organiza seus departamentos e a eficiência que cada um consegue em sua atuação geram pontos fortes e pontos fracos.

  • Alta administração, Finanças, Compras, Produção, Contabilidade, Tecnologia, Atendimento etc.
  • Métodos de produção.
  • Canais de atendimento ao cliente.
  • Opções de pagamento e formas de cobrança.
  • Política de atualização tecnológica.

Se a empresa organiza bem sua gestão, montando a estrutura da empresa de maneira correta e eficiente, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

C) Os fornecedores

A escolha dos melhores fornecedores e a conquista de melhores condições junto a eles é fundamental para que a empresa melhore seus pontos fortes.

Por outro lado, fornecedores descompromissados são frequentemente causa de fraquezas na atuação das organizações.

  • Qualidade do que oferecem.
  • Preços que praticam.
  • Participação da empresa nas vendas de cada fornecedor.
  • Participação de cada fornecedor nas compras totais da empresa.

Se a empresa tem facilidades de negociação, boa qualidade de matéria prima e prazos de entrega competitivos, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

D) Os Intermediários

São aqueles que ajudam a empresa a promover, vender e distribuir seus produtos aos consumidores finais.
Assim como os fornecedores, uma boa articulação destes intermediários garante à empresa o fortalecimento de sua atuação no mercado.

São exemplos de Intermediários de Marketing:

  • Agências de propaganda,
  • Bancos e entidades financiadoras,
  • Transportadoras, distribuidores, varejistas, etc.

Se a empresa administra bem sua relação com os intermediários, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

E) Os Clientes

Estão no centro do pensamento estratégico das empresas de sucesso em Marketing. Possuem hábitos de consumo que mudam com o tempo. Conferem grau de importância diferente aos diversos produtos e serviços que lhes são ofertados.

Embora alguns de seus valores não possam ser controlados pelo Marketing, a possibilidade de comunicação direta com ele permite estabelecer um vínculo de confiança capaz de representar vantagens competitivas para a empresa.

Se a empresa administra bem sua relação com os clientes, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

F) Os Concorrentes

As ações de Marketing devem visar as necessidades e os desejos dos consumidores-alvos.

Contudo, devem fazer isso de modo a alcançar vantagens estratégicas, posicionando suas ofertas contra as de seus concorrentes na mente dos consumidores. Para conquistar o mercado a empresa deve apresentar soluções:

  • Melhores que as do concorrente
  • Antes que o concorrente
  • Com preço e distribuição mais adequados que os do concorrente.

Se a empresa administra bem sua relação com os concorrentes, evitando guerras de preços, por exemplo, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

G) Os Stakeholders

São pessoas ou grupos de pessoas impactados pelo negócio da empresa ou que têm potencial para interferir em seu processo. Por exemplo:

  • Financeiros (bancos);
  • Mídia (veículos de comunicação)
  • Sócio-ambientais (ONGs)
  • Governo (ministérios, secretarias, prefeituras)
  • Interno (empregados, familiares, diretores)

Se a empresa administra bem sua relação com os stakeholders, por exemplo mantendo a imprensa bem informada sobre sua atuação, pode dizer que tem um ponto forte, senão, tem um ponto fraco.

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