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Diário de bordo de Sergio Mari Jr.

Sumário X

Limpeza do Carburador

Publicado em: 05/06/2015
Por: Sergio Mari Jr.
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Quando comprei o Fusca já estava decidido a, em algum momento, fazer uma bela limpeza e revisão do carburador. Essa era a situação do carburador nesse momento:

Carburador antes da limpeza

Até que não estava tão ruim pois eu já havia passado um pano com um produto de limpeza para retirar a sujeira mais superficial.

Ao mesmo tempo em que eu via que a limpeza era necessária, eu achava que isso jamais poderia ser feito por mim, afinal a limpeza e, principamente, a regulagem de um carburador é um dos principais desafios mecânicos em um carro sem injeção eletrônica (óbvio!) e refrigerado a ar. Dessa regulagem dependem a potência, a estabilidade e a eficiência do motor. Um carburador desregulado pode elevar o consumo de combustível, além de destruir sua potência.

Mas, assistindo alguns vídeos na internet e lendo um pouco sobre o assunto, tomei coragem e resolvi que eu mesmo faria essa manutenção. O pior que poderia acontecer é eu não conseguir remontar o carburador da limpeza, ou ele simplesmente não funcionar. Nesse caso eu ainda teria a opção de, humildemente, levá-lo a um profissional para consertar o que eu poderia ter estragado.

A primeira etapa foi comprar o material que seria necessário. Basicamente:

Além disso resolvi trocar também os gicleurs, que são reguladores de passagem, que atuam para determinar a quantidade de ar e de gasolina que serão misturadas em cada etapa da aceleração. Depois de estudar um pouco o assunto, como não tenho certeza absoluta de que meu motor seja 1300 ou 1500, optei pela seguinte setagem:

Comprei tudo pela internet, em duas ou três lojas diferentes e esperei chegar. Quando recebi o kit de manutenção do carburador, que comprei da mesma marca que fazia o material original do Fusca para a VW, me assustei com a qualidade de algumas peças. A junta da tampa do carburador parece um pedaço de papelão simples e o diafragma parece tão frágil que não resistirá à gasolina de péssima qualidade que temos hoje em dia... Procurei alternativas no comércio local e tudo o que encontrei foi uma junta um pouco melhor... Paciência.

Chegou o dia da manutenção. Depois de retirar o carburador do carro, retirei a tampa, o diagragma e a boia antiga, e desparafusei todas as partes móveis. Separadamente a carcaça e as partes menores foram para um banho com tinner:

Banho de tinner na carcaça Banho de tinner nas partes móveis

Depois de limpar bem cada parte com tinner e uma escova de dentes velha, foi a vez de limpar tudo com com o descarbonizante. Ele é um produto em spray, que deve ser injetado em cada duto por onde passa ar e combustível no carburador, para fazer uma limpeza mais profunda. Para isso ele vem com esse aplicador longo, que facilita o trabalho:

Descarbonizante.

A próxima etapa foi a mais complicada: a montagem!

Os gicleurs antigos foram trocados pelos novos dessa forma:

Meu carro tem um interruptor de marcha lenta, que é um componente eletrônico que impede a injeção de combustível no sistema de marcha lenta com o carro desligado. Ele vem com o gicleur acoplado e creio que não seja possível substituir por um novo convencional. Por isso, embora tenha comprado um gicleur de lenta tamanho 60 optei por manter o interruptor de marcha lenta que está com um gicleur de 70. Vou rodar um pouco assim e depois colocar o de 60 e comparar o desempenho.

Com essa mudança eu acredito que foi limitada a passagem de combustível e mantida a passagem de ar como estava. Minha ideia é que assim o carro gaste menos combustível e faça uma mistura mais eficiente com o ar. As próximas semanas rodando servirão para comprovar ou não o acerto dessa informação.

Outra coisa que fiz durante a manutenção foi regular a altura da boia. A nova que comprei estava com o braço bastante próximo ao corpo da boia, por isso julguei que seria necessário regular a altura. Encontrei algumas medidas de referência na internet e tentei aplicar. Me parece que o ideal é que a boia permita que a cuba do carburador fique cheia até uma linha entre 18 e 20 mm antes da borda.

Depois de tudo montado, ficou assim:

Carburador montado

Por essa foto dá para ver o quanto demorei para fazer a montagem... Perceba que a luz do dia já havia desaparecido. Ai ele ainda parece sujo, mas acho que foi efeito da luz da câmera.

Aqui está o carburador já instalado no carro, inclusive com o interruptor de lenta já conectado:

Carburador instalado

E, por fim, uma comparação do antes e depois da limpeza. 

Antes e depois

Esteticamente ficou ótimo. Agora resta acompanhar o rendimento do carro e ver se é necessário algum ajuste.

Troca da bobina de ignição

Publicado em: 29/05/2015
Por: Sergio Mari Jr.
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Quando o carro passou pelo mecânico logo que o comprei, ele trocou os cabos de vela e as velas dos quatro cilindros. Trocou também o rotor do distribuidor e o platinado.

Com isso, a única peça que ainda me deixava inseguro em relação à parte elétrica do motor era a bobina da ignição. A que veio com o carro já estava bastante desgastada e esquentava bastante quando o carro funcionava.

Demorei um pouco para decidir por trocá-la devido a preço, afinal essa foi uma das peças mais caras que já precisei trocar, custando cerca de R$ 120,00. Existem algumas com preços bem inferiores a esse, mas também com qualidade inferior, então optei por trocar por essa de boa marca.

Troca da Bobina da Ignição

O único cuidado aqui é ligar os fios nos terminais corretos, pois a bobina tem um polo positivo e um negativo que, caso invertidos, podem fazê-la queimar.

A bobina antiga está guardada para uma ventual emergência, afinal ela ainda funcionava. Mas agora tenho certeza de que todas as peças do sistema elétrico do motor estão funcionando e com boa qualidade.

Novo site da Sheep Embryo

Publicado em: 25/05/2015
Por: Sergio Mari Jr.
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Sheep Embryo é uma empresa que tem como objetivo aproximar técnicos e produtores rurais da pesquisa científica, beneficiando-os com as biotecnologias mais avançadas na área da reprodução animal de Bovinos, Equinos, Ovinos e Caprinos. Para isso promove eventos, cursos profissionalizantes e palestras na área da bovinocultura, equinocultura e ovinocaprinocultura.

Em 2009 desenvolvemos o primeiro website institucional da empresa e agora temos a honra de termos sido acionados novamente para a sua reformulação. O novo projeto buscou adaptar o website da empresa à nova realidade da empresa, que mudou um pouco seu modelo de negócio desde a sua fundação.

Novo site Sheep Embryo

No novo website há mais destaque para os cursos realizados pela Sheepe Embryo, facilitando a inscrição dos interessados. Também foi reformulada a área que apresenta os artigos científicos produzidos pela equipe da empresa e seus parceiros, que oferece um rico material de consulta para seus alunos.

Para conhecer o novo site, acesse: www.sheepembryo.com.br.

Um mimo para a parte elétrica do motor

Publicado em: 22/05/2015
Por: Sergio Mari Jr.
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Uma coisa que sempre me incomodou nesse Fusca, desde que eu estava negociando sua compra, foi o estado da fiação que vem da bateria para o motor. Há algumas emendar mal feitas e as conexões estão menos bem cuidadas do que eu considero ser o ideal.

Na foto abaixo você pode ver as conexões dos cabos com o dínamo nas condições em que encontrei depois de uma boa limpeza:

Conexões elétricas do dínamo.

Nada grave, mas também nada do que eu pudesse me orgulhar.

Um dia desses, passeando pela internet, encontrei à venda uma pequena capa de proteção, que originalmente era utilizada para cobrir a conexão desse cabo vermelho. Não sei dizer se é compatível com o modelo do meu Fusca, mas decidi comprar, e ai está o resultado dessa pequena peça já instalada:

Capa do cabeamento instalada Capa do cabeamento instalada

Um resultado mais estético do que de desempenho, mas que será muito importante para as próximas etapas de manutenção que quero fazer nessa instalação elétrica.

Trocando a correia do Fusca

Publicado em: 15/05/2015
Por: Sergio Mari Jr.
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Me lembro de que quando comprei meu primeiro Fusca, muita gente me disse que a primeira coisa que eu deveria fazer seria mandar trocar a correia dentada. Cheguei a ficar com medo, tamanha era a importância que as pessoas davam para essa peça. Na época não tive como tomar outra decisão a não ser fazer o que me diziam... Mandei trocar a correia! Como eu não sabia trocar, levei a uma oficina para que o serviço fosse feito.

Recentemente comprei meu segundo Fusca, mas agora, além de ser meu meio de transporte, ele é um lazer, uma terapia. Então tudo o que eu puder não mandar fazer para fazer eu mesmo, assim será. Entre um Fusca e outro tive tempo de aprender que a tal correia dentada nem é tão importante assim. Aprendi, inclusive que ela não se chama correia dentada, mais sim correia trapedoizal.

Sua função é fazer girar o dínamo, gerador ou alternador, que fica logo acima do motor. A correia liga a polia do motor com a polia do gerador, transferindo a energia do primeiro para o segundo. Quando o dínamo, gerador, ou alternador giram, eles geram energia elétrica que é transmitida para a bateria para mantê-la carregada. Outra função do dínamo ou do alternador ao girar é fazer girar também a ventoínha, que atua na refrigeração do motor. Porém, essa não é a única forma de refrigeração, que também é feita com o ar de fora que passa pelo motor do carro.

Sendo assim, caso essa correia arrebente ou escape, o máximo que pode acontecer é bateria do carro descarregar ou o motor aquecer demais (o que seria bastante grave). Também é possível que ao arrebentar ela bata em alguma parte do motor, prejudicando algo mais, mas isso é muito improvável.

Um dia desses abri o motor para iniciar uma limpeza, afinal, como você pode ver nas fotos ele está um pouco sujo, e me deparei com a seguinte situação:

Correia do Fusca prestes a quebrar

Olhe com atenção para a imagem, pois eu também demorei um pouco para perceber... Ali, na altura da bomba de gasolina, há dois dentes faltando na correia e ela já está ressecada e quebradiça.

Sem pressa, pois o carro não ia explodir por causa disso, esperei o final de semana chegar, passei em uma autopeças e comprei uma correia nova, sem saber se conseguiria instalá-la, mas estava decidido a tentar. Não custa mais do que dez reais uma dessas. Caso eu não conseguisse, não sairia perdendo tanto assim.

O primeiro passo foi descobrir como essa troca é feita. Depois de alguma pesquisa na internet, aprendi que o processo é esse:

Soltando a porca da polia do dínamo

Nessa foto você pode ver as duas polias tradicionais de um Fusca. A debaixo, preta e maior, é a polia do virabrequim, que gira conforme o motor queima gasolina, e a de cima, menor e prateada, é a polia do dínamo (ou do alternador, se for o caso do seu carro), que gira movida pela correia.

Para retirar a correia do fusca é necessário soltar a porca que segura a polia do dínamo. Se você simplesmente girar a porca, polia irá girar e ela não irá se soltar. Então, o grande segredo está em você conseguir travá-la antes de tentar girar. Para isso utilize uma chave de fenda grande. Você precisa encontar um pequeno dente que existe atrás da polia (existem dois, um a cada 180º graus). Faça com que a chave passe por um desses dentes e encontre alguma ponto de apoio no corpo do dínamo para fazer uma alavanca. É difícil de explicar e essa foi a parte em que perdi mais tempo.

Depois que encontrar a posição para a chave de fenda e conseguir travar a polia, basta usar a chave de roda do carro para soltar a porca. Talvez seja necessário segurar a chave de fenda enquanto faz isso. Nesse caso você terá de girar a chave de roda com apenas uma das mãos, o que pode ser muito difícil caso a porca esteja apertada demais.

Quando desmontar, você perceberá que a polia do dínamo é formada de duas partes (a da frente e a de trás), e entre elas há algumas arruelas. Essas arruelas servem para regular a tensão da correia:

Arruelas da polia do dínamo do fusca

Provavelmente você não utilizará todas as arruelas, por isso algumas delas ficam presas do lado de fora da polia, como uma espécie de reserva caso elas venham a ser necessárias numa próxima troca. 

Você então deve passar a nova correia pela polia do motor, esticá-la com as mãos até o seu lugar na polia do dínamo e encaixar as peças no lugar.

Quanto mais arruelas você colocar para o lado de dentro da polia, mais larga ela vai ficar e mais folgada ficará a correia.

Quanto menos arruelas você colocar do lado de dentro da polia, mais apertada ela vai ficar e mais esticada ficará a correia.

Será necessário experimentar duas ou três combinações de arruelas até chegar na regulagem desejada. A correia não pode ficar nem muito folgada, nem muito apertada. Por isso, confira a tenção correta antes de tirar sua correia antiga, e tente deixar a nova o mais parecido possível.

As arruelas que sobrarem ficam atrás da porca, do lado de fora da polia.

Esse foi o resultado final desse trabalho:

Correia trocada