A capacidade de reajustar como indicativo da saúde financeira

Existem livros e mais livros sobre gestão financeira e orçamentária das organizações. Todos eles trazem recomendações e mais recomendações sobre controles financeiros, planilhas e demonstrativos que seriam imprescindíveis para o sucesso das empresas.

Uma preocupação constante dos teóricos da área invariavelmente presente nesses livros diz respeito aos indicadores capazes de demonstrar a saúde financeira das organizações. De fluxo de caixa a DRE, de faturamento Ebitda.

Não descarto nenhum desses controles e nenhum desses indicativos financeiros, porém é preciso fazer uma ressalva. E geral essas teorias dizem respeito a grandes organizações e se aplicam com precisão apenas a um pequeno número de empresas hipertrofiadas, enquanto que a maioria das micro e pequenas empresas vivem carentes de teorias e sistematizações que ajudem seus empreendedores a compreender bem seu negócio.

Nesses casos, ou seja, no dia a dia das pequenas organizações, por mais que se controle cada aspecto de sua vida financeira, as grandes equações não fazem sentido e não dão conta de dar segurança sobre a saúde financeira do negócio. E aí muitas vezes a sensibilidade do empreendedor ou do analista, sem base em qualquer teoria, é a técnica que melhor responderá à necessidade de atestar a segurança econômica da empresa.

Por exemplo, um episódio capaz de dizer muito sobre a solidez de um negócio é o momento em que a empresa decide reajustar seus preços. O que parece uma simples rotina na verdade carrega uma série de informações e evidências importantes sobre o sucesso financeiro. O reajuste de preços pode indicar que:

1) A empresa faz uma boa gestão orçamentária. Saber que os preços precisam ser reajustados indica que a empresa tem ampla autoconsciência. Ela sabe quanto custa para operar e sabe o quanto é capaz de produzir. Consequentemente sabe quanto precisa cobrar para cobrir os custos e gerar o lucros.

2) Os clientes estão devidamente fidelizados. Subir preços é sempre um trauma. Porém o impacto negativo dessa decisão pode se atenuar se os clientes percebem o real valor do produto ou serviço da empresa. Nesse caso, embora gere desconforto momentâneo, a informação sobre o reajuste é rapidamente absorvida e a relação continua sem maiores percalços.

3) Os gestores são arrojados e devidamente engajados na percepção de negócio que faz tanta falta para a maioria dos empreendedores. O gestor de uma pequena empresa tem uma relação quase que intimista com cada clientes. Cada cliente faz parte de história da empresa e há certa cumplicidade com eles. Ter coragem de impor a eles novos preços demonstra que a empresa está preparada para novos saltos.

Então, para usar o jargão de agora, #ficaadica: quer saber se uma pequena empresa vai bem financeiramente? Acompanhe seu processo de reajuste de preços.

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Cinema é destaque no cenário acadêmico de Londrina

Depois de décadas de esquecimento e de um “boom” ocorrido há mais ou menos uma década, o cinema parece estar encontrando um ponto de equilíbrio no Brasil. Em 2012 bateu recordes, com 141,7 milhões de ingressos vendidos, porém ainda há alguns desafios. O cinema é uma área muito maior do que o que esses números representam, pois eles dizem respeito apenas ao grande circuito comercial e não chegam a refletir a grande ebulição que o mercado vive, por exemplo, no campo dos curta metragens e das produções de cunho autoral e artístico. Infelizmente a maior parte do que é produzido – a melhor parte, diga-se – não chega ao conhecimento do grande público e fica restrita a pequenos cinemas bancados por projetos culturais e a festivais que se multiplicam pelo país.

A profissionalização não só da produção, mas de todo o mercado do cinema, parece ser um caminho para aumentar essa abrangência e Londrina tem conquistado posição de destaque nesse sentido. O ano de 2012 começa com pelo menos duas excelentes opções para quem quer estudar o cinema e aperfeiçoar suas técnicas.

Especialização em Cinema e Documentários

Especialização em Cinema e Documentários

Embora recente, já podemos dizer que a especialização em Cinema e Documentário, oferecida pela Faculdade Pitágoras em Londrina, já é tradicional. O curso já trouxe grandes nomes do cinema nacional para ministrarem aulas e palestras em Londrina e começa 2012 prometendo novidades.

Coordenado pelo prof. Luciano Pascoal, o curso oferece ao estudante “elementos para compreensão dos processos de produção audiovisual do roteiro à direção, permitindo a formação de profissionais para as áreas técnicas e teóricas do universo cinematográfico e documental”. É dirigido a profissionais de Comunicação Social e portadores de diploma de ensino superior nas mais diversas áreas do saber acadêmico, interessados em uma formação voltada para a crítica cultural e a compreensão dos processos produtivos nas culturas cinematográficas e documentais.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo site http://www.voceespecialista.com.br.

Especialização em Trilha Sonora para Cinema e TV

Especialização em Trilha Sonora para Cinema e TVA mais recente opção para quem que estudar e se aperfeiçoar nas técnicas do cinema, a Especialização em Trilha Sonora para Cinema e TV começa a ser ofertada esse ano pela Integrale Centro de Educação Continuada, também em Londrina.

O curso é coordenado pelo prof. Otavio Santos, músico especialista em Trilha Sonora para Cinema e TV pela UCLA (Universidade da Califórnia).  Tem como objetivo o “desenvolvimento do conhecimento teórico e prático dentro da relação música-imagem, capacitando os compositores ao exercício de projetos de qualquer grandeza no campo do cinema ou televisão”.

As aulas começam em em março de 2012 e ainda há vagas. As inscrições podem ser feitas pelo site http://www.integralececo.com.br/trilhasonora.

 

As opções ainda estão restritas ao campo da pós-graduação, ou seja, apenas para quem já tem curso superior em alguma outra área. Porém já podemos encontrar também opções de cursos mais rápidos, oficinas e eventos na área, tendo destaque aqueles realizados pela vila cultural Kinoarte. Mais é um grande começo.

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Planejamento Estratégico

Vimos que as tarefas básicas da Administração são Planejar, Organizar, Dirigir e Controlar as diversas atividades da empresa.

Vimos também que estas operações acontecem em 3 níveis: Estratégico, Gerencial e Operacional.

Portanto, Planejamento Estratégico nada mais é do que a atividade de planejar desempenhada no nível Estratégico de uma empresa.

O Planejamento Estratégico de uma empresa tem suas bases na Teoria Burocrática, embasada nas concepções do sociólogo Max Weber. Por isso sua principal premissa é que a empresa formule, escreva e oficialize uma espécie de contrato com seus colaboradores, clientes e a sociedade em geral.

Planejamento Estratégico, simplificadamente, significa colocar no papel a razão de ser da empresa e como ela pretende atuar. Faz-se isso para que todos os envolvidos tomem conhecimento sobre o que a empresa é, para que ela existe e o que ela faz. Assim sua atuação se justifica e nada, além disso, lhe pode ser exigido.

Este contrato que a empresa estabelece com a sociedade envolve a formulação de seu modo de atuação, sua área de concentração, seu negócio central. Por isso, neste nível de planejamento a empresa deve estabelecer os seguintes itens:

  • Missão Empresarial
  • Visão de Futuro
  • Objetivos Estratégicos
  • Políticas de Atuação
  • Valores e Cultura Organizacional

Nos próximos posts detalharemos cada um desses elementos e veremos alguns exemplos.

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Perfil do Aluno da Comunicação Social da UEL, entre outras coisas interessantes

Nos últimos meses os estudantes do segundo ano de Relações Públicas se esforçaram no planejamento e execução de projetos de pesquisas exploratórias como uma das atividades da disciplina de Metodologia da Pesquisa, que tive o prazer de ministrar.

Como acredito que pesquisa só é pesquisa se ao seu final for capaz de mudar uma determinada realidade ou de pelo menos contribuir de alguma maneira com o conhecimento sobre determinados temas, peço licença aos alunos para compartilhar os resultados mais relevantes e alguns números curiosos.

Em geral as pesquisas foram realizadas no mês de novembro de 2011 e os números têm 95,5% de representatividade e 5% de margem de erro para mais ou para menos e se referem a três grupos pesquisados: alunos de comunicação social da UEL, estudantes de cursinho, e alunos da escola de aplicação da UEL.

A) Quanto aos alunos de comunicação social da UEL

  • 42% frequentam ambientes de lazer noturno uma ou duas vezes por SEMANA e 38% frequentam esses ambientes uma ou duas vezes por MÊS.
  • Boates e casas noturnas são a preferência de 39%, seguido de 26% que preferem bares e 20% que preferem restaurantes.
  • O principal fator levado em consideração na escolha do local para lazer noturno pelos estudantes de comunicação da UEL é o preço cobrado pela entrada, apontado por 34% dos entrevistados, seguido pelo preço cobrado pelos produtos, com 32%.
  • 100% possuem conta no Facebook, 71% no Orkut e 66% no Twitter.
  • 80% usam as redes sociais para contatos pessoais e apenas 30% para contados profissionais.
  • 59% utilizam as redes sociais como passatempo.
  • 88% declararam que a rede social mais utilizada há 5 anos era o Orkut e 98% declararam que a rede social mais utilizada atualmente é o Facebook.
  • 57% declararam ficar mais de duas horas por dia nas redes sociais e 29% ficam entre uma e duas horas.
  • 30% declaram não consumir bebida alcoólica. Entre os 70% que consomem, 75% o fazem aos sábados e 55% às sextas-feiras.
  • 22% declaram beber mesmo durante a semana.
  • 48% dos estudantes entrevistados consideram que o consumo de álcool NÃO afeta seu rendimento acadêmico. Apenas 7% concordam plenamente com a ideia de que o consumo de álcool afeta o rendimento acadêmico.
  • 66,6% se sentem bem informados enquanto que apenas 7,9% se declaram pouco informados.
  • 47,2% preferem buscar informações na internet e 31,9% pela TV sendo que a facilidade de acesso foi apontada como principal fator de preferência pela internet.
  • Apenas 4% busca o rádio e 11% buscam o jornal impresso para se manterem informados.
  • “Notícias em Geral” é a categoria de informações mais buscada (31%), seguida de “Diversão e Cultura” com 24% e Política com 15%.
  • Apenas 6% declararam buscar informações sobre tecnologia.
  • 49% acessam a internet mais do que 5 vezes ao dia. Todos os demais acessam pelo menos uma vez ao dia.
  • 47% passam mais de 7 horas por dia conectados à internet. Apenas 7% ficam no máximo uma hora conectados.
  • A categoria de sites mais acessada são as “Redes Sociais”, com 62%. Em segundo lugar estão os “Sites de Notícias”, com 21%.
  • O Facebook é o site mais acessado por 55% dos estudantes e o Google é o mais acessado por 41% deles.
  • 90% acessam a internet pelo computador. Apenas 6,6% acessam via tablets.
  • 11% não conhecem os movimentos estudantis da UEL. 66% não tem qualquer envolvimento com esses movimentos.
  • 27% não se envolvem com os movimentos estudantis por não acreditar na sua estrutura ou em seu poder de mudança.

B) Quanto ao conhecimento dos alunos de cursinho sobre o curso de Relações Públicas

  • Um terço dos alunos de cursinho (do Sigma Vestibulares) nunca ouviu falar do curso de Relações Públicas.
  • Dos que já ouviram falar, 31% afirma que a principal fonte de informação a respeito do curso foi a internet, seguida de 12% que receberam informações de amigos.
  • 43% desses estudantes de cursinho consideram as informações disponíveis sobre o curso insuficientes ou muito insuficientes.
  • Ainda sobre os estudantes de cursinho, 44% acredita que o profissional de Relações Públicas é o mais preparado para gerenciar o relacionamento com os usuários nas comunidades digitais, seguido de 27% que acreditam que o profissional de Marketing seria o mais preparado.

C) Quanto às crianças da escola de aplicação da UEL

  • 98% das crianças moram com os mais.
  • 29% possuem um aparelho de TV em casa e 71% possuem mais de um.
  • 52% das crianças assistem de 2 a 4 horas de TV por dia e 40% assistem por mais de 4 horas.
  • 16% das crianças dão preferência aos programas infantis, 30% das crianças preferem desenhos e 54% delas preferem filmes.
  • 38% diz que já teve vontade de imitar um personagem da TV na vida real.
  • 34% passam bastante tempo jogando videogame, 31% joga as vezes e 35% não costuma jogar.
  • 33% já tentaram realizar alguma cena do videogame na vida real.
  • 35% afirmam ter como desejo de consumo no momento a compra de um brinquedo.
  • 39% tiveram esse desejo motivado por ter visto o produto na TV e 38% por tê-lo visto na loja.
  • 26% afirmaram que SEMPRE compram os produtos que desejam.
  • 95% se sentem muito satisfeitos quando compram o que desejam e quando não compram 44% ficam tristes, “mas logo passa”.
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FIKATENTO.com – O site de promoções imperdíveis

Agora a região de Londrina e Cambé já possui uma excelente opção para encontrar promoções incríveis. Já está no ar o FIKATENTO.com.

FIKATENTO.com

No Fikatento.com você é convidado a ser um detetive e a usar sua curiosidade para encontrar pistas que te levam a descobrir ofertas incríveis com descontos imperdíveis. Entenda como o site funciona:

As Pistas

Os produtos ou ofertas serão apresentados através do Fikatento.com em nome dos nossos parceiros, juntamente com informações necessárias aos usuários. Quando interessado em adquirir o produto ou serviço ofertado, deverá se dar no período da oferta. No site também estará disponível a informação do numero mínimo de aquisições para validar a compra em algumas ocasiões, caso a oferta não atingir o numero indicado, o reembolso será efetuado. Apos o término de cada pista, detetives poderão ir até MINHAS DESCOBERTAS, identificar o cupom da oferta adquirida, imprimi-lo e obrigatóriamente apresenta-lo ao estabelecimento para que possa receber seu produto ou serviço. Lembre-se de verificar as regras e validade estipuladas em seu cupom.

Seja um Detetive

Aqui no Fikatento você encontra diversas promoções em restaurantes, estéticas, cultura, lazer, viagens e muito mais. Economizando ate 90% em descontos. Lembre-se antes de efetuar sua compra você devera ter seu cadastro conosco, assim automaticamente você será um de nossos detetives e recebera as pistas via e-mail, podendo também compartilhar nas Redes Sociais com seus amigos e familiares no Facebook, Twitter e Orkut.

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Computadores pessoais: história sem fim

Publicado originamente no ehPARANÁ em 16/08/2011 às 13h43

Estamos vivendo um momento interessante na história da informática. Não sabemos muito bem para onde estamos indo, pois com a popularização dos tabletssmartphones e da cloud computingmuitos estudiosos estão afirmando que a era dos computadores pessoais de mesa está chegando ao seu fim. Ainda me parece muito cedo para afirmar qualquer coisa nesse sentido, mas o curioso é que se efetivamente uma Era está chegando ao fim, isso está acontecendo sem que nem mesmo o conflito mais elementar de sua origem fosse resolvido: qual foi o primeiro computador pessoal e quem foi que o inventou?

Até meados da década de 1970 a indústria da informática, dominada pela gigante americana IBM, era totalmente orientada para os computadores de grande porte, os mainframes, que exigiam uma infraestrutura com cerca de um quilômetro quadrado de espaço, com climatização e mais uma série de precauções para que pudessem funcionar. Esses computadores facilmente checavam a custar perto de U$ 10 milhões e somente podiam ser encontrados em grandes empresas e nas universidades.

Tal modelo somente começou a se enfraquecer quando surgiram microprocessadores, que conseguiam grande capacidade operacional em um pequeno espaço. Assim o computador diminuiu de tamanho, se tornou pessoal e passou a ser encontrado também em pequenas empresas e nas casas das pessoas.

Na última sexta-feira, 12 de agosto de 2011, foi comemorado os 30 anos do lançamento – em 1981 – do IBM 5150 que, na visão de muitos, é o primeiro computador pessoal a ser lançado do mundo. Porém alguns outros ilustres personagens podem reivindicar essa primazia. Fora da IBM, pelo menos outros dois grupos chegaram ao advento do computador de pequeno porte na mesma época.

Um desses grupos tinha como protagonistas o universitário Bill Gates e o programador Paul Allen. Por volta de 1975 a revista Popular Eletrônics encartou em suas edições as peças e um kit de montagem para o Altair 8800, baseado na segunda geração de microprocessadores da Intel. Bill e Paul se apressaram então para escrever uma versão da linguagem de programação Basic para o Altair. Pouco tempo depois desse esforço e dessa parceria os dois fundaram a Microsoft. Esse foi o primeiro microcomputador pessoal?

Paralelamente outra dupla de jovens, Steve Jobs e Steve Wozniak, também teve papel importante no início da microinformática. Wozniak havia criado um computador de pessoal e decidiu apresentar seu projeto para a empresa na qual trabalhava, a HP. O projeto foi rejeitado e abriu as portas para que Jobs e Wozniak fundassem a Apple. As duas primeiras versões de seus computadores, o Apple I e o Apple II, já eram comercializadas no final da década de 1970. Terão sido esses os primiros PCs?

IBM, Intel, Microsoft, Apple? Quem criou o primeiro computador pessoal? Por enquanto parece que a resposta será engavetada pela história. Se não quisermos correr o risco de que isso se repita, precisamos começar desde já a fazer outra pergunta: quem criou o primeiro tablet?

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O tempo e as redes sociais

Publicado originamente no ehPARANÁ em 08/08/2011 às 18h44

Você tem acesso à internet?

Costuma acessar as redes sociais?

Essa ultima pergunta é cada vez menos necessária, não é mesmo? Quase que não é mais possível imaginar alguém que acesse a internet e não acesse as redes sociais e esse é um fenômeno que permite muitas explicações. A minha é a seguinte: a internet está contida nas redes sociais, e não o contrário. Há alguns indícios que podem nos ajudar a compreender essa relação.

Em agosto de 2010 um jornal publicou uma reportagem sobre a utilização do Twitter por jovens londrinenses. Segundo a matéria “três jovens estão entre os quinze twitteiros mais. Influentes de Londrina”. Uma dessas jovens, com 15 anos de idade, afirmou passar “até 10 horas por dia distribuindo carisma no Twitter”. Dois dias depois dessa reportagem uma psicóloga leitora do jornal enviou uma carta criticando esse tipo de comportamento. Segundo ela “sobram 14 horas para a escola, tarefa de casa, alimentação, sono, convivência com a família, lazer, relacionamento com os amigos, religião e, quem sabe até um namorinho”. E faz o seguinte questionamento: “será que dá?”.

Se pensarmos que as redes sociais, como o Twitter, estão dentro da internet e que são uma coisa nova, que não fazia parte de nossas vidas antes dos computadores, é claro que fica evidente que não tem como dedicar 10 horas de nosso dia para essa novidade sem precisar cortar algo que tomava esse tempo antes. Porém essa me parece uma visão preconceituosa. Prefiro pensar que redes sociais fazem parte de um processo muito maior, que independe da internet para acontecer. Pensando assim a tecnologia seria apenas uma plataforma para que esse processo se amplie e aconteça com mais intensidade.

Ao longo das ultimas décadas nossa relação com as tecnologias, inclusive a internet, mudou ao ponto de não precisarmos mais nos “desconectar” do mundo para utilizá-las. Dessa forma, nas mesmas 10 horas que a personagem da reportagem passa “twitando” ela pode fazer outras coisas simultaneamente. Ou seja, as redes sociais não são “o que fazemos”, mas sim “como fazemos”.

Também em nossa vida profissional é possível observar esse tipo relação com as novas tecnologias. Numa pesquisa recente realizada pela Triad OS, 84,6% dos brasileiros afirmaram ter o hábito de utilizar as redes sociais durante o horário de trabalho. Perceba que esse dado pode significar duas coisas completamente diferentes dependendo do ponto de vista. Quem avalia as redes sociais como mais uma opção de entretenimento na internet, certamente vê esse tempo como desperdício e como uma séria ameaça à produtividade das organizações. Já quem compreende as redes sociais e os relacionamentos como um processo mais amplo e que agora podem ser ampliados com o auxílio da tecnologia, o seu uso no trabalho passa a ser uma grande oportunidade.

É claro que há exageros e problemas nesse novo mundo tecnológico, mas aos poucos abordaremos esses assuntos aqui nesse espaço. Por hora fica o questionamento: qual o seu ponto de vista?

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Dispositivos pessoais portáteis móveis conectados

Publicado originamente no ehPARANÁ em 01/08/2011 às 09h06

No início da década de 1990, enquanto Bill Gates se apoderava da expressão info highway, utilizada pelo então vice presidente dos Estados Unidos Al Gore, e lançava seu livro que no Brasil foi batizado de “A Estrada do Futuro” (Cia. das Letras, 1995), mesmo sendo uma das pessoas mais bem informadas do mundo sobre o avanço tecnológico, ele provavelmente não tinha como vislumbrar essa onda de dispositivos pessoais móveis conectados à internet. Mas chegou bem perto.

“O que você carrega hoje com você?”, questionava ele há quase 20 anos. E especulava como passaríamos a carregar a tecnologia conosco: “Você vai poder armazenar tudo isso e ainda mais no aparelho que chamamos de micro de bolso”. Um revolucionário aparelho conectado à internet e que reuniria as funções de agenda, câmera fotográfica, cartão de crédito. Poderia ser utilizado para a consulta de mapas e condições meteorológicas, por exemplo, nos livrando de congestionamentos no trânsito. “Na verdade, considero o micro de bolso como o novo canivete suíço”. Esse aparelho te parece familiar?

Tudo bem que ele (ou os tradutores) errou o nome. Nada menos mercadológico que micro de bolso. Porém, pouco tempo depois dessa profecia os telefones móveis passaram por uma grande onda de popularização em praticamente todo o mundo. Não demorou para que eles começassem a substituir nossas agendas, nossos documentos, nossas câmeras e, mais recentemente, passaram a se conectar à internet. Os smartphones estão aí, nas mãos de muita gente.

Hoje existem mais celulares do que pessoas no Brasil. Vende-se três vezes mais smartphones do que computadores. De outro lado, dos 190 milhões de brasileiros, apenas pouco mais de 80 milhões, cerca de 50%, tem acesso à internet. Essas duas estatísticas permitem-nos constatar o seguinte: é muito provável que uma parcela significativa desses brasileiros desconectados terão seu primeiro contato com a internet pelo celular, e não pelo computador.

E agora uma nova onda de dispositivos pessoais portáteis móveis está nos atingindo: os tablets. Demos um passo atrás na miniaturização dos aparelhos em busca de telas maiores e mais confortáveis, e parece que a receita deu certo. Em 2011 a expectativa da indústria é que se vendam cerca de 55 milhões desses dispositivos em todo o mundo.

Esse novo cenário está colocando em um mesmo ringue duas das mais inovadoras corporações tecnológicas de todos os tempos: Apple e Google. Mas essa batalha anunciada é assunto para uma próxima oportunidade.

De momento, ou nos atentamos para essa tendência ou corremos um sério risco de, num futuro próximo, sermos considerados uma geração tecnologicamente ultrapassada, que considera a internet uma coisa de computador.

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Tecnologias da Informação e da Comunicação

Publicado originamente no ehPARANÁ em 25/07/2011 às 17h51

Aí estão três coisas que os últimos anos passaram a fazer parte essencial de qualquer modelo de negócio: tecnologia, informação e comunicação. Seja grande ou pequena, comercial ou industrial, no interior ou na capital, parece cada vez menos possível imaginar uma empresa que não tenha que se desdobrar todos os dias para dar conta dessas novas demandas.

As tecnologias, que sempre foram aplicadas aos processos empresariais como ferramentas para o aumento de sua efetividade, deixaram de ser somente instrumentos de trabalho para fazer parte do dia a dia das pessoas. Mais do que se utilizar das tecnologias, hoje as organizações precisam saber produzir tecnologia e colocá-la à disposição de seus públicos.

informação talvez seja a coisa de mais valor em nossos tempos. Não aquela informação secreta, do sigilo industrial, mas aquela informação compartilhada, estratégica, das redes sociais, que gera novas possibilidades e motiva as pessoas. Mudar esse paradigma e saber lidar com a informação de maneira contemporânea é um grande desafio para as empresas atualmente.

comunicação possui uma compreensão bastante peculiar por parte do mundo empresarial. Ao mesmo tempo em que é considerada fundamental para o sucesso dos negócios, acaba se perdendo em seus próprios desdobramentos e conceituações. Propaganda, publicidade, promoção de vendas, imprensa, marketing… São peças de um quebra cabeças que quase ninguém sabe montar.

Essa coluna irá tratar dessas três coisas. Informação, comunicação e tecnologia. Como elas se relacionam? Como as empresas se relacionam com elas? Um mundo fascinante, que a cada dia gera novidades. Certamente não faltará assunto.

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Posicionamento

Continuando com o assunto Marketing Estratégico, abordaremos agora o conceito de Posicionamento.

Posicionamento é uma terminologia que define uma estratégia de Marketing proposta por Al Ries e Jack Trout que consiste em conquistar uma espaço único “na mente do consumidor“.

Se você, como empresa, conseguir se posicionar, na mente do consumidor, como um vencedor, você ganha; se não, perde tudo.
Raimar Richers

Consiste no esforço feito pela empresa para fazer com que a imagem do produto ou marca ocupe uma posição competitiva significativa e distinta nas mentes do público-alvo.

É a imagem que se projeta na mente do consumidor, quando este pensa em determinada marca ou produto.

Após selecionar/escolher a posição que sua marca quer ocupar na mente de seu mercado consumidor, a empresa declara isso de alguma maneira para o mercado.
A Declaração Posicionamento pode complementar a Missão ou a Visão da empresa. Porém, o mais comum, é a adoção de um slogan que resuma o posicionamento adotado.

Exemplos:

  • “A número 1″ (Bhrama)
  • “A cerveja que desce redondo” (Skol)
  • “As legítimas” (Havaianas)
  • “O maior portal do Brasil” (UOL)

Segmentação vs. Posicionamento

Enquanto que a Segmentação procura encontrar um espaço no mercado que possa ser explorado com vantagem comercial, o Posicionamento é a operacionalização da segmentação. É a conquista de espaço na mente do consumidor.

A idéia central destes conceitos é que uma empresa deve se colocar no mercado de forma a evitar a concorrência. Deve encontrar um espaço no mercado em que somente o seu produto pareça adequado ou, pelo menos, superior aos similares.

Reposicionamento

Em geral, o posicionamento é uma estratégia de longo prazo e raramente deve ser alterado. Contudo, algumas situações fazem com que seja necessário buscar novos espaços:

  • Saturação: Quando a posição ocupada atualmente pela empresa possui diversos competidores similares e pouco espaço para sua atuação.
  • Busca de mais vantagens: Quando a empresa descobre uma nova posição que pode lhe render mais vantagens mercadológicas.

Nestes casos a empresa precisa de um amplo trabalho de Comunicação e de Marketing para conquistar seu novo espaço sem prejuízos à sua imagem atual.

Posicionamento com base na percepção valores

Posicionamento geralmente é entendido como um “lugar” no mercado, em que haja o mínimo de interferência possível da atuação de outras marcas do mesmo gênero.

Contudo, este “lugar” não é geográfico. Ele é determinado pela maneira como o consumidor percebe e entende o produto.

O consumidor não consegue (e talvez nem queira) avaliar produto por produto, analisando sua qualidade, a forma como são feitos, sua matéria prima etc. Então ele simplifica este processo, optando por uma escala imaginária.

Assim, uma das formas mais simples de se descobrir ou avaliar o posicionamento atual de uma marca é por meio de uma escala de valores.

Para isso deve-se determinar dois pares de valores contraditórios que serão utilizados na composição de um gráfico.

Exemplo:

Uma cerveja, por exemplo, pode ser percebida segundo duas escalas:
1ª Do leve ao pesado
2ª Do amargo ao adocicado

Cada marca deve buscar uma combinação exclusiva desses valores de tal forma que quando o consumidor pensar em uma cerveja com um determinado aspecto, terá um número menor de opções de escolha.

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